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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Canta Beatriz: 100 anos de Vinicius de Moraes e Cantigas de Roda


Nas celebrações dos 50 anos do Beatriz tivemos a apresentação dos artistas da Escola com participação especial de Guilherme Amaral e convidados, coordenada pelo Prof. Pedro Cabral Filho.

Confira as fotos do evento no álbum de Facebook da Escola, clicando aqui.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Saída de Estudos: Curitiba, Blumenau e Pomerode


Acompanhados de professores da Escola Beatriz de Souza Brito, os alunos formandos das oitavas séries em 2013 realizaram uma saída de estudos à Curitiba, com visita orientada pelo professor de Artes - Pedro Cabral Filho - ao Museu Oscar Niemeyer. Também visitaram o Jardim Botânico, a feira do Largo da Ordem, a Ópera de Arame e o Parque Tanguá, como exemplos de espaços coletivos numa cidade com investimentos públicos em arte, cultura, meio ambiente e mobilidade urbana. Em 09 e 10 de novembro de 2013.

Em 06 de novembro as turmas dos sextos anos visitaram o Museu de Ecologia Fritz Müller em Blumenau, o Zoológico em Pomerode, quando também observaram os aspectos arquitetônicos da cultura alemã, coordenados pelo Prof. de Ciências, Pedro Simas.

Confiram mais fotos dessas saídas de estudos nos álbuns da página de Facebook da Escola, clicando aqui e ali (Curitiba) e e acolá (Blumenau e Pomerode).

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Visita ao Museu Victor Meirelles em Florianópolis


Visita ao Museu Victor Meirelles em Florianópolis

“Gente!!! Em duas semanas teremos uma saída de estudos, diz o professor. Na véspera da saída para conhecer no pintor Victor Meirelles, não se dorme, tamanha excitação. O pior é que o horário não chega.

No ônibus a festa toma conta e nem lembramos que é uma saída de estudos, descontração total.

Chegando ao Museu, agora, a concentração toma conta de todos e somos apresentados ao artista e um de seus convidados Giba Duarte*.

Após a visita conhecemos também a centenária Catedral Metropolitana de Florianópolis. Aproveitamos e em seu pátio fizemos um lanche maravilhoso. Ao final da nossa saída de estudos fomos conhecer a Igreja e escadaria do Rosário, lugar onde nosso novo amigo Victor Meirelles desenhou uma de suas principais obras**.

Registramos nossa aventura em fotos pela cidade, voltamos com alegria e o entusiasmo de sair com os amigos.”

Relatos
Professor Pedro Cabral Filho
Artes
Turma 62

Reproduzido de Blog da Sala Informatizada da Escola Beatriz
09 set 2013

* Para maiores informações sobre a exposição do artista Giba Duarte, clique aqui.

* Victor Meirelles - Vista do Desterro (1851).
Óleo sobre tela, 78,2x120 cm, acervo do Museu Victor Meirelles.



Para saber mais sobre o Museu Victor Meirelles, clique aqui. Para saber mais sobre a biografia do artista, clique aqui.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Beatriz: uma história linda de se ver...


A inauguração do Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito em 1963 - onde atualmente é o Centro Comunitário - marca uma data importante na história da Educação no Sertão do Pantanal em Florianópolis, que se iniciou nos anos 30 com as casas-escolas.

A construção do novo e atual prédio da escola, em 1986,foi outro passo marcante para a vida da comunidade do Bairro Pantanal. Em 2013 celebramos os 50 anos da Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito nessa trajetória em busca da excelência do ensino público de qualidade, pelos esforços de todos os que se comprometeram nela e com ela, com as crianças e adolescentes, professores, alunos, funcionários, pais e amigos da comunidade escolar a re-evolucionar e reencantar o mundo.

O Bem te vi, do alto do morro, olha para essa história linda e, canta cheio de orgulho: Be-a-triz! Be-a-triz! Be-a-triz!



A história do Bairro Pantanal e o surgimento da Escola Beatriz

A Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito está localizada no bairro Pantanal, na cidade de Florianópolis. O bairro Pantanal[1], formado no final do século XIX, era constituído na sua maioria por famílias pobres, descendentes de açorianos e negros. Várzea, em 1990, descreveu dessa forma o bairro:

O Pantanal é um arraial muito inferior em população e construções ao arraial do Saco, e acha-se situado à falda de uns cerros ao sul, de que é padrasto Morro do Rio Tavares, tendo em frente, pelo norte, o vale formado entre os altos da Carvoeira e os daquele monte.

Os sítios que contém são em geral terras de cultura, com simples mas risonhas casinhas rústicas e engenhos primitivos, uns feitos de alvenaria, muitos só de pau-a-pique barreado, cobertos de telha ou palha, em meios aos lençóis verde-escuro da rama da mandioca, as espanadas verde-claro dos canaviais que ondulam ao vento como uma floresta de alfanges, ou entre cafeeiros tufados e pomares de altas frontes, onde sobressaem a laranjeira, o pessegueiro, a ameixeira e a fruta-de-conde. O nome Pantanal vem-lhe talvez desse vale onde serpenteia o riacho dos limões que deságua à praia do Saco, vale em cujo terreno são freqüentes os banhados, mas que é de um pitoresco impressionista pela linha rasa dos campos e no pendor das espaldas, ondulando em tonalidades sem fim de verdura a uma e outra margem da estrada, atravessada de pontes em seu leito arenoso e largo.

Essa estrada, que descreve uma admirável curva de mais de três quilômetros de extensão, sempre orlada de altas cercas de espinheiros, interrompidas, cá e lá, por alguns pequenos trechos roçados ou renques de bastas árvores seculares, que o machado do lavrador poupara não se sabe porque benéfica singularidade – vai terminar no vasto largo da Santíssima Trindade, quase em frente ao sítio de onde parte a magnífica estrada que daí conduz a cidade pelas Carreiras e pela Pedra Grande. (Várzea, apud Cabral Filho, 1998, p. 9 e 10)

No início do século XX existia a escola masculina do Pantanal, localizada no alto de um dos morros do bairro, o chamado Sertão do Pantanal. De acordo com Cabral Filho (1998: 16) “é provável que essa escola tenha se tornado a escola mista do Pantanal, que o relatório do Prefeito Mauro Ramos citou em 1935 como a Escola Municipal do Sertão – Distrito da Trindade, como pertencente ao município de Florianópolis.” Ainda de acordo com esse autor, “a escola do Sertão fazia parte da categoria isolada onde um só professor ensinava, no mesmo horário e na mesma sala de aula, a alunos com diferentes níveis de adiantamento escolar e de escolarização. Após concluírem o quarto ano primário, as crianças dirigiam-se a bairros vizinhos para continuarem os estudos, mas muitos encerravam aí o seu período de escolaridade.” (Ibid, p. 18)

Os alunos que freqüentavam a Escola do Sertão eram os moradores do próprio local e alguns outros da parte baixa do Bairro. Como a Escola era só até a quarta série do ensino fundamental, muitos optavam por estudar no Grupo Escolar Olívio Amorim, no bairro Trindade, ou no Grupo Escolar Getúlio Vargas, no Saco dos Limões. Essa situação, aliada à idade avançada da sua única professora, acarretou a desativação da Escola.

No início dos anos 50, o número de crianças que moravam na parte baixa do bairro Pantanal era muito grande, o que provocou a criação da primeira casa-escola. A casa-escola era um chalé bem velho, antigo, de madeira, e que funcionava em três períodos: das 8 às 11 horas, das 11 às 14 horas e das 14 às 17 horas. Com o tempo e a crescente demanda foram surgindo outras três casas-escola[2]. Em 1958, o então Prefeito de Florianópolis, Osmar Cunha, regularizou a situação das casas-escola, desdobrando a Escola Isolada do Pantanal, através do decreto nº 55, de 1º de março. Apesar desse ato as casas-escola continuaram funcionando como escolas mistas e nas mesmas casas. Até 1962 a UFSC já tinha gerado mais de 267 empregos. O início da instalação da sede da ELETROSUL – Centrais Elétricas do Sul do Brasil, em 1968, também contribuiu para essa transformação. A conclusão da obra se deu no ano de 1978, mas ao contrário da UFSC, o quadro técnico-administrativo exigido pela ELETROSUL era qualificado e o ingresso via concurso público. Mesmo assim, os moradores do Pantanal também se beneficiaram com a implantação da Empresa alugando imóveis e vendendo terrenos para os “novos” moradores do bairro, os empregados da ELETROSUL. (Cabral Filho, 1998)

A transformação do Bairro implicou mudanças também no serviço educacional oferecido pelo Município. No ano de 1963, durante o mandato do prefeito Osvaldo Machado, foram unidas as quatro casas-escola do bairro Pantanal, sendo criado em um único lugar o Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito.

O Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito era composto por quatro salas de aula, cozinha, sala de direção, banheiros e um pátio coberto. Os professores e a direção participavam de reuniões promovidas pela Prefeitura Municipal de Florianópolis através de seu Departamento de Educação. Nessas reuniões apresentava-se o rendimento dos estudantes, trocavam-se experiências e discutiam-se orientações gerais para as necessidades da escola.

Conforme Cabral Filho (1998: 39 e 40) “de 1972 a 1985, o corpo docente da Escola Beatriz foi composto em sua maioria por professores normalistas efetivas, substitutos e bolsistas, situação comum na Rede Municipal de Ensino, que durante a década de 70 realizou apenas dois concursos públicos para o magistério, em 1972 e 1978. O número de matrículas do Grupo Escolar Beatriz em 1972 foi de 240 alunos.”

No ano de 1986 a Prefeitura Municipal de Florianópolis transformou o então Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito em Escola Básica, tendo como um de seus objetivos atender a demanda do bairro Pantanal, oportunizando-lhe a continuidade dos estudos após a 4ª série do 1º grau, evitando que os mesmos interrompessem sua trajetória escolar, já que as outras escolas ficavam em outros bairros.

A transformação do Grupo Escolar em Escola Básica viabilizou-se legalmente através de estudos do Instituto de Planejamento Urbano – IPUF que criou o processo de expansão do ensino Fundamental (5ª a 8ª série) no município de Florianópolis. Esse estudo foi enviado ao Diretor da 1ª Unidade de Coordenação Regional de Ensino – UCRE, José Carlos Cechinel e, logo em seguida, o então Prefeito de Florianópolis, Edson Andrino, assinou o decreto nº 84, de 2 de maio de 1986, no qual era oficializada a transformação do Grupo em Escola Básica.

Ao final do ano de 1986 foi realizado um concurso público para o magistério municipal, através do qual a Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito recebeu doze professores efetivos de 5ª à 8ª série, todos com formação superior. Ainda no mesmo ano foi instituída a lei municipal nº 2.415, de 8 de julho, que estabelecia eleições diretas para diretores de Escolas Básicas da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. A Escola Beatriz participou desse processo elegendo Catarina Maria Silveira dos Santos, professora das séries iniciais, moradora do Bairro e que já ocupava esse cargo como diretora indicada há mais de 17 anos.

* Reproduzido do Projeto Político Pedagógico da Escola Beatriz.



[1] Para saber mais sobre a constituição do bairro Pantanal, ver: DALLABRIDA, Norberto. Uma história do bairro do Pantanal. Florianópolis, 1989. Monografia de conclusão de curso (Graduação em História) – Departamento de História. Universidade Federal de Santa Catarina; TESSEROLLI, Miriam A. Da ruralidade à urbanidade. História do bairro do Pantanal. Florianópolis, 1992. Relatório de pesquisa – Departamento de História. Universidade Federal de Santa Catarina.

[2] “Nos documentos da Diretoria de Educação da Prefeitura de Florianópolis, essas casas funcionavam como uma única escola isolada, conforme decreto nº 06, de fevereiro de 1957 do Prefeito Osmar Cunha.” (Cabral Filho, 1998: 20)

CABRAL FILHO, Pedro. A constituição da Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito: 1935-1992. Florianópolis, 1998. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Escola Beatriz visita a 11a. SEPEX UFSC

Abertura da 11a. SEPEX pelas Professoras Roselane e Lúcia,
reitoras da UFSC, 21/11/12 . Manhã

A SEPEX VIVA!

Em 2012 o tema da SEPEX é: Sustentabilidade, Economia Verde e Erradicação da Pobreza.

O evento tem aproximadamente 200 estandes com projetos nas áreas de comunicação, cultura, educação, tecnologia, ambiente, trabalho, direitos humanos e saúde. O público que visita o pavilhão da SEPEX soma mais de 50 mil pessoas. Durante a semana, também realizados minicursos abertos à comunidade, palestras e eventos paralelos, como o Seminário de Iniciação Científica.

Na sua 11ª edição, é o maior evento de divulgação científica de Santa Catarina.  Todas as atividades são gratuitas, interativas e abertas à comunidade. Mais informações e a programação completa na página do evento, clicando aqui.contrato de hospedagem de site

Todos os alunos e alunos da Escola Beatriz, juntamente com os professores regentes visitarão a Semana nesses dias do evento, inclusive os estandes dos vários projetos da universidade que são desenvolvidos na Escola, como o PIBID UFSC Pedagogia.

Veja mais fotos na página de Facebook da Escola Beatriz, clicando aqui.contrato de hospedagem de site


Abertura da 11a. SEPEX pelas Professoras Roselane e Lúcia,
reitoras da UFSC, 21/11/12 . Manhã
na "Geodésica" Oca com lideranças indígenas

Prof. Pedro Cabral Filho e alunos/as, 21/11/12 . Manhã

Estande do PIBID UFSC Pedagogia, 21/11/12 . Tarde

Fotos: Leo Nogueira

terça-feira, 6 de novembro de 2012

"Raridade nas salas de aula: Professor com doutorado da aula no ensino fundamental"


Foto: Alvarélio Kurossu/Agencia RBS

Professores com doutorado são minoria em sala de aula no ensino fundamental

SC tem 42 professores doutores nessa etapa de aprendizado, o que representa 0,1% do total

Por Júlia Antônio Lourenço
Diário Catarinense
06/11/12

Pedro Cabral Junior tem 51 anos e metade deste tempo passou em sala de aula. Depois de 25 anos estudando, é dono do título de doutor. Todo o conhecimento adquirido repassa para seus alunos da educação básica. Como ele, há outros 41 professores doutores em Santa Catarina no ensino fundamental — o que representa 0,1% dos 41.787 profissionais.

No Brasil, o percentual é ainda menor: 0,08% de 1.389.706 professores de ensino fundamental tem doutorado. Os dados são do Ministério da Educação, referentes a 2011. O Estado com mais doutores é o Rio de Janeiro, com índice de 0,3%.

Baixos salários e até mesmo um entendimento de que lugar de doutor é na universidade levam educadores a deixarem as escolas básicas. Cabral Júnior pensa diferente. A caminho de um pós-doutorado, o professor de artes, de 5º a 9º ano, do colégio municipal Beatriz de Souza Brito, em Florianópolis, nunca cogitou sair da escola.

— Aqui é onde eu consigo atingir as coisas que eu acredito com mais intensidade. A revolução que a gente tanto prega é feita no teu espaço de trabalho e na base. É onde eu escolhi estar e ser feliz. Sou professor por opção, e eu gosto de estar aqui. Me divirto em sala de aula — afirma.

Cabral acredita que a escola é onde começa a construção do conhecimento, das ideias e dos valores. Além de estar no lugar que escolheu, ele também diz que o salário está dentro do que considera justo para um professor com doutorado, levando em conta seus 28 anos de serviços na rede municipal.

Para professor, estudar e voltar pra escola é ótimo

Cabral acredita que há poucos doutores no ensino fundamental por uma ideia de que ter doutorado e dar aula para crianças é muito pouco. Quando fala que tem doutorado, as pessoas perguntam em qual universidade ele trabalha.

— O status te impõe e obriga que seja professor universitário e até existe uma desconfiança das pessoas que pensam que não estou na universidade porque não passei em concurso — observa Cabral, que já deu aula em universidade.

Apesar de serem poucos os doutores no ensino fundamental, ele acredita que a especialização faz bastante diferença em seu trabalho.

— Quando voltei do doutorado, eu brincava: vocês não notaram como eu estou diferente, como estou melhor? Sair do dia-a-dia e ir para os bancos escolares, estudar e depois voltar para o espaço de onde saiu é ótimo. Ver que existe outras possibilidade de fazer diferente. O dia-a-dia nos cega, impede até às vezes que a gente leia e estude. Mas a saída te dá esse refresco — finaliza.

"Não se muda o chão da escola estando longe dele", diz estudioso

Professores com doutorado são fundamentais para qualquer nível e modalidade de ensino. É esta a opinião do professor da Universidade do Estado de Santa Catarina e presidente do conselho municipal de educação de Florianópolis, Lourival José Martins Filho, que também integra o comitê de educação do DC. Para ele, não se muda o chão da escola estando longe dele.

— Que bom seria se da educação infantil, desde a creche, até a educação de jovens e adultos contássemos com a presença de professores doutores pesquisadores com a dignidade profissional e salarial reconhecida — ressalta.

O salário baixo leva muitos professores escolherem o ensino superior, mas não é o único motivo. Um outro seria a questão cultural, de associar o doutor às universidades e aos institutos de pesquisa.

 — Existe um preconceito entre os próprios docentes. Alguns afirmam "fulano tem mestrado ou doutorado e está trabalhando com crianças pequenas ou está alfabetizando ou está na coordenação pedagógica". Seria maravilhoso se doutores fossem reconhecidos em todas as etapas da educação.

Martins acrescenta que a própria educação básica brasileira não está preparada para a escola ser um laboratório de aprendizagem. Cada colégio deveria ter professores efetivos com dedicação exclusiva para serem pesquisadores dos problemas cotidianos.

Ele argumenta que a solução dos conflitos da escola não está fora dela. São os próprios docentes que podem construir novas alternativas.


Reproduzido de Diário Catarinense
06 nov 2012

Vídeo em 25/10/12.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Singin’in the Rain comemora 60 anos


Singin’in the Rain comemora 60 anos

Dirigido por Gene Kelly e por Stanley Donen, musical combinou graça e leveza, com humor e criatividade.

A dança, a música e o cinema comemoram juntos os 60 anos de Singin’in the Rain, dirigido pelo genial bailarino Gene Kelly e por Stanley Donen, que encabeça todas as listas de melhores musicais de todos os tempos, combinando graça e leveza, com humor e criatividade, nas mais famosas sequências de dança já vistas na tela e tudo debaixo de chuva.

Seguindo a tradição dançante da Broadway, quando o cinema ganhou som, os musicais de Hollywood fascinaram o mundo com a sua combinação de talento individual e disciplina coletiva, com audácia criativa de coreógrafos como Jerome Robbins, que juntaram arte e entretenimento em algum lugar entre o clássico e o popular.

Reunidos na compilação That’s Entertainment, os grandes musicais do cinema viraram história e se tornaram um padrão de excelência insuperável. Os musicais subiam pelas paredes e dançavam até debaixo d’água.

O mundo conheceu bailarinos geniais como Fred Astaire, que dançava tão bem com Ginger Rogers ou com outras parceiras menos talentosas e o fabuloso Gene Kelly, que não só dançou como coreografou alguns dos melhores musicais do cinema.

Mas o musical também mudou, ficou mais sensual e político com as coreografias de Bob Fosse nos anos 70 e mais divertido com Embalos de Sábado à Noite, que inaugurou a era Disco.

A última grande maravilha dos musicais foi o Moulin Rouge de Baz Luhrmann, com coreografias sensacionais para novas versões de clássicos do pop.

Hoje qualquer clip de Madonna, Lady Gaga ou Christina Aguillera tem números de dança espetaculares, com mais produção do que os velhos musicais. Mas ninguém se impressiona mais com a graça e a precisão dos bailarinos, as coreografias ficaram todas parecidas. É por isso que as sequências de dança do sexagenário Singin’in the Rain estão cada vez melhores.

Reproduzido de G1
21 set 2012


Turma 81 (Artes, Prof. Pedro Cabral Flho) assistindo cena com Gene Kelly na SI

Singin’in the Rain
Direção de Stanley Donen e Gene Kelly
Ano de produção: 1952
Estados Unidos

Singin' In The Rain
Gene Kelly

I'm singing in the rain
Just singin' in the rain
What a glorious feeling
I'm happy again
I'm laughing at clouds
So dark up above
The sun's in my heart
And I'm ready for love
Let the stormy clouds chase
Everyone from the place
Come on with the rain
I have a smile on my face
I walk down the lane
With a happy refrain
Just Singin', singin' in the rain
Dancing in the rain
I'm happy again
I'm singin' and dancin' in the rain
I'm dancin' and singin' in the rain

Cantando Na Chuva
Gene Kelly

Eu estou cantando na chuva
Apenas cantando na chuva
Que sentimento glorioso
Estou feliz novamente
Estou sorrindo das nuvens
Tão escuras lá em acima
O sol está em meu coração
E estou pronto para o amor
Deixe as nuvens perseguirem
Todos do lugar
Vamos com a chuva
Tenho um sorriso em meu rosto
Eu passeio rua abaixo
Com um refrão feliz
Apenas cantando, cantando na chuva.
Dançando na chuva
Eu estou feliz novamente
Estou cantando e dançando na chuva
Estou dançando e cantando na chuva.

domingo, 16 de setembro de 2012

Van Gogh: para contemplar "O Escolar" no MASP...


O Escolar

Vincent van Gogh, 1888, óleo sobre tela, 63,5 x 54 cm.
Museu de Arte de São Paulo, São Paulo/Brasil.

Também conhecida como “O filho do Carteiro”, Camille Roulin.
Informações na Wikipedia clicando aqui.

A arte acadêmica valorizava temas históricos, religiosos e mitológicos. A pintura nos gêneros de Paisagem e Retratos, quando retratava pessoas comuns, eram considerados gêneros inferiores. No século XIX, os pintores ligados ao Romantismo e ao Impressionismo recuperaram a paisagem como um gênero de pintura de primeira ordem. Por sua vez, Van Gogh trabalhou muito em retratos e auto-retratos. Produziu cerca de 40 auto-retratos - um número inferior apenas ao de Rembrandt. Realizou inúmeros retratos da família Roulin: o pai, O carteiro Roulin (1888); sua esposa, La Berceuse (1889); e O bebê Marcelle Roulin. O Escolar é o retrato de Camille Roulin, outro filho de seu amigo carteiro, pintado de memória.

Nesta pintura observa-se a busca expressionista do artista, empregando cores fortes e pinceladas bem marcadas, no lugar do uso de cores naturalistas. Van Gogh pintava como sentia aquilo que seus olhos enxergavam, e usava a cor para essa expressão - por isso a aparente forma arbitrária de sua colocação. O fundo vermelhão gera, com o azul claro e luminoso da blusa, uma carga intensa de vida na figura do menino. Mas seu olhar, dirigido para baixo, demonstra um certo acanhamento. Há uma tensão presente, criada pelo contraste entre a vivacidade das cores e uma certa tristeza presente em seu olhar, assim como entre a forte expressão da imagem da criança e o sentido romântico da infância, cuja simbologia está associada à inocência, à idéia de pureza, de natureza intocada. A dor que vemos dramatizada na representação deformada da mão do menino é tão intensa quanto aquela que as palavras de Van Gogh mostram que ele viveu. Em tal medida, impera aqui uma máxima artística: uma obra, de forma representativa ou não, é sempre um auto-retrato de seu autor.

Quando Van Gogh esteve internado em um hospício, em Saint-Rémy, as crises de alucinações às vezes chegavam em meio a sessões de pintura. Apesar de toda a dor que a consciência da doença lhe causava, o artista entendia que a pintura era o seu melhor remédio. O trabalho sempre o absorveu completamente e sua paixão interior encontrou na arte a válvula de descompressão, o que lhe permitiu seguir adiante. Ele era um apaixonado pela natureza e pela vida das pessoas simples. Num desses difíceis momentos, após superar uma das crises, escreveu a Théo: "Pois bem, sabe o que espero, uma vez que recomeço a ter esperanças? É que a família seja para você o que para mim é a natureza, os torrões de terra, a relva, o trigo amarelo, o camponês, ou seja, que você encontre em seu amor pelas pessoas motivo não só para trabalhar mas com que se consolar e reerguer-se, quando necessário".

Fonte: Casthalia

Leia mais sobre a obra na dissertação de Giovana Deliberali Maimone, “Estudo do tratamento informacional de imagens artístico-pictóricas: cenário paulista – análise e propostas” (PUC Campinas, 2007) da página 96 a 101, clicando aqui.