Nas celebrações dos 50 anos do Beatriz tivemos a apresentação dos artistas da Escola com participação especial de Guilherme Amaral e convidados, coordenada pelo Prof. Pedro Cabral Filho.
Confira as fotos do evento no álbum de Facebook da Escola, clicando aqui.
Acompanhados de professores da Escola Beatriz de Souza Brito, os alunos formandos das oitavas séries em 2013 realizaram uma saída de estudos à Curitiba, com visita orientada pelo professor de Artes - Pedro Cabral Filho - ao Museu Oscar Niemeyer. Também visitaram o Jardim Botânico, a feira do Largo da Ordem, a Ópera de Arame e o Parque Tanguá, como exemplos de espaços coletivos numa cidade com investimentos públicos em arte, cultura, meio ambiente e mobilidade urbana. Em 09 e 10 de novembro de 2013.
Em 06 de novembro as turmas dos sextos anos visitaram o Museu de Ecologia Fritz Müller em Blumenau, o Zoológico em Pomerode, quando também observaram os aspectos arquitetônicos da cultura alemã, coordenados pelo Prof. de Ciências, Pedro Simas.
Confiram mais fotos dessas saídas de estudos nos álbuns da página de Facebook da Escola, clicando aqui e ali (Curitiba) e lá e acolá (Blumenau e Pomerode).
“Gente!!! Em duas semanas teremos uma
saída de estudos, diz o professor. Na véspera da saída para conhecer no pintor
Victor Meirelles, não se dorme, tamanha excitação. O pior é que o horário não
chega.
No ônibus a festa toma conta e nem
lembramos que é uma saída de estudos, descontração total.
Chegando ao Museu, agora, a
concentração toma conta de todos e somos apresentados ao artista e um de seus
convidados Giba Duarte*.
Após a visita conhecemos também a
centenária Catedral Metropolitana de Florianópolis. Aproveitamos e em seu pátio
fizemos um lanche maravilhoso. Ao final da nossa saída de estudos fomos
conhecer a Igreja e escadaria do Rosário, lugar onde nosso novo amigo Victor
Meirelles desenhou uma de suas principais obras**.
Registramos nossa aventura em fotos
pela cidade, voltamos com alegria e o entusiasmo de sair com os amigos.”
Relatos
Professor Pedro Cabral Filho
Artes
Turma 62
Reproduzido
de Blog da Sala Informatizada da Escola Beatriz
09 set 2013
* Para maiores informações sobre a exposição do artista Giba Duarte, clique aqui.
* Victor Meirelles - Vista do Desterro (1851).
Óleo sobre tela, 78,2x120 cm, acervo do Museu Victor Meirelles.
Para saber
mais sobre o Museu Victor Meirelles, clique aqui. Para saber mais sobre a
biografia do artista, clique aqui.
A inauguração do Grupo
Escolar Beatriz de Souza Brito em 1963 - onde atualmente é o Centro Comunitário
- marca uma data importante na história da Educação no Sertão do Pantanal em
Florianópolis, que se iniciou nos anos 30 com as casas-escolas.
A construção do novo e
atual prédio da escola, em 1986,foi outro passo marcante para a vida da
comunidade do Bairro Pantanal. Em 2013 celebramos os 50 anos da Escola Básica
Municipal Beatriz de Souza Brito nessa trajetória em busca da excelência do
ensino público de qualidade, pelos esforços de todos os que se comprometeram
nela e com ela, com as crianças e adolescentes, professores, alunos,
funcionários, pais e amigos da comunidade escolar a re-evolucionar e reencantar
o mundo.
O Bem te vi, do alto do
morro, olha para essa história linda e, canta cheio de orgulho: Be-a-triz!
Be-a-triz! Be-a-triz!
A
história do Bairro Pantanal e o surgimento da Escola Beatriz
A
Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito está localizada no bairro
Pantanal, na cidade de Florianópolis. O bairro Pantanal[1],
formado no final do século XIX, era constituído na sua maioria por famílias
pobres, descendentes de açorianos e negros. Várzea, em 1990, descreveu dessa
forma o bairro:
O
Pantanal é um arraial muito inferior em população e construções ao arraial do Saco,
e acha-se situado à falda de uns cerros ao sul, de que é padrasto Morro do Rio
Tavares, tendo em frente, pelo norte, o vale formado entre os altos da
Carvoeira e os daquele monte.
Os
sítios que contém são em geral terras de cultura, com simples mas risonhas
casinhas rústicas e engenhos primitivos, uns feitos de alvenaria, muitos só de
pau-a-pique barreado, cobertos de telha ou palha, em meios aos lençóis
verde-escuro da rama da mandioca, as espanadas verde-claro dos canaviais que
ondulam ao vento como uma floresta de alfanges, ou entre cafeeiros tufados e
pomares de altas frontes, onde sobressaem a laranjeira, o pessegueiro, a
ameixeira e a fruta-de-conde. O nome Pantanal vem-lhe talvez desse vale onde
serpenteia o riacho dos limões que deságua à praia do Saco, vale em cujo
terreno são freqüentes os banhados, mas que é de um pitoresco impressionista
pela linha rasa dos campos e no pendor das espaldas, ondulando em tonalidades
sem fim de verdura a uma e outra margem da estrada, atravessada de pontes em
seu leito arenoso e largo.
Essa
estrada, que descreve uma admirável curva de mais de três quilômetros de
extensão, sempre orlada de altas cercas de espinheiros, interrompidas, cá e lá,
por alguns pequenos trechos roçados ou renques de bastas árvores seculares, que
o machado do lavrador poupara não se sabe porque benéfica singularidade – vai
terminar no vasto largo da Santíssima Trindade, quase em frente ao sítio de
onde parte a magnífica estrada que daí conduz a cidade pelas Carreiras e pela
Pedra Grande. (Várzea, apud Cabral Filho, 1998, p. 9 e 10)
No
início do século XX existia a escola masculina do Pantanal, localizada no alto
de um dos morros do bairro, o chamado Sertão do Pantanal. De acordo com Cabral
Filho (1998: 16) “é provável que essa escola tenha se tornado a escola mista do
Pantanal, que o relatório do Prefeito Mauro Ramos citou em 1935 como a Escola
Municipal do Sertão – Distrito da Trindade, como pertencente ao município de
Florianópolis.” Ainda de acordo com esse autor, “a escola do Sertão fazia parte
da categoria isolada onde um só professor ensinava, no mesmo horário e na mesma
sala de aula, a alunos com diferentes níveis de adiantamento escolar e de
escolarização. Após concluírem o quarto ano primário, as crianças dirigiam-se a
bairros vizinhos para continuarem os estudos, mas muitos encerravam aí o seu
período de escolaridade.” (Ibid, p. 18)
Os
alunos que freqüentavam a Escola do Sertão eram os moradores do próprio local e
alguns outros da parte baixa do Bairro. Como a Escola era só até a quarta série
do ensino fundamental, muitos optavam por estudar no Grupo Escolar Olívio
Amorim, no bairro Trindade, ou no Grupo Escolar Getúlio Vargas, no Saco dos
Limões. Essa situação, aliada à idade avançada da sua única professora,
acarretou a desativação da Escola.
No
início dos anos 50, o número de crianças que moravam na parte baixa do bairro
Pantanal era muito grande, o que provocou a criação da primeira casa-escola. A
casa-escola era um chalé bem velho, antigo, de madeira, e que funcionava em
três períodos: das 8 às 11 horas, das 11 às 14 horas e das 14 às 17 horas. Com
o tempo e a crescente demanda foram surgindo outras três casas-escola[2]. Em 1958, o
então Prefeito de Florianópolis, Osmar Cunha, regularizou a situação das
casas-escola, desdobrando a Escola Isolada do Pantanal, através do decreto nº 55,
de 1º de março. Apesar desse ato as casas-escola continuaram funcionando como
escolas mistas e nas mesmas casas. Até 1962 a UFSC já tinha gerado mais de 267
empregos. O início da instalação da sede da ELETROSUL – Centrais Elétricas do
Sul do Brasil, em 1968, também contribuiu para essa transformação. A conclusão
da obra se deu no ano de 1978, mas ao contrário da UFSC, o quadro
técnico-administrativo exigido pela ELETROSUL era qualificado e o ingresso via
concurso público. Mesmo assim, os moradores do Pantanal também se beneficiaram
com a implantação da Empresa alugando imóveis e vendendo terrenos para os
“novos” moradores do bairro, os empregados da ELETROSUL. (Cabral Filho, 1998)
A
transformação do Bairro implicou mudanças também no serviço educacional oferecido
pelo Município. No ano de 1963, durante o mandato do prefeito Osvaldo Machado,
foram unidas as quatro casas-escola do bairro Pantanal, sendo criado em um
único lugar o Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito.
O
Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito era composto por quatro salas de aula,
cozinha, sala de direção, banheiros e um pátio coberto. Os professores e a
direção participavam de reuniões promovidas pela Prefeitura Municipal de
Florianópolis através de seu Departamento de Educação. Nessas reuniões
apresentava-se o rendimento dos estudantes, trocavam-se experiências e
discutiam-se orientações gerais para as necessidades da escola.
Conforme
Cabral Filho (1998: 39 e 40) “de 1972 a 1985, o corpo docente da Escola Beatriz
foi composto em sua maioria por professores normalistas efetivas, substitutos e
bolsistas, situação comum na Rede Municipal de Ensino, que durante a década de
70 realizou apenas dois concursos públicos para o magistério, em 1972 e 1978. O
número de matrículas do Grupo Escolar Beatriz em 1972 foi de 240 alunos.”
No
ano de 1986 a Prefeitura Municipal de Florianópolis transformou o então Grupo
Escolar Beatriz de Souza Brito em Escola Básica, tendo como um de seus
objetivos atender a demanda do bairro Pantanal, oportunizando-lhe a continuidade
dos estudos após a 4ª série do 1º grau, evitando que os mesmos interrompessem
sua trajetória escolar, já que as outras escolas ficavam em outros bairros.
A
transformação do Grupo Escolar em Escola Básica viabilizou-se legalmente
através de estudos do Instituto de Planejamento Urbano – IPUF que criou o
processo de expansão do ensino Fundamental (5ª a 8ª série) no município de
Florianópolis. Esse estudo foi enviado ao Diretor da 1ª Unidade de Coordenação
Regional de Ensino – UCRE, José Carlos Cechinel e, logo em seguida, o então
Prefeito de Florianópolis, Edson Andrino, assinou o decreto nº 84, de 2 de maio
de 1986, no qual era oficializada a transformação do Grupo em Escola Básica.
Ao
final do ano de 1986 foi realizado um concurso público para o magistério
municipal, através do qual a Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito
recebeu doze professores efetivos de 5ª à 8ª série, todos com formação
superior. Ainda no mesmo ano foi instituída a lei municipal nº 2.415, de 8 de
julho, que estabelecia eleições diretas para diretores de Escolas Básicas da
Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. A Escola Beatriz participou desse
processo elegendo Catarina Maria Silveira dos Santos, professora das séries
iniciais, moradora do Bairro e que já ocupava esse cargo como diretora indicada
há mais de 17 anos.
* Reproduzido do Projeto Político Pedagógico da Escola Beatriz.
[1] Para saber mais sobre a
constituição do bairro Pantanal, ver: DALLABRIDA, Norberto. Uma história do bairro do Pantanal.
Florianópolis, 1989. Monografia de conclusão de curso (Graduação em História) –
Departamento de História. Universidade Federal de Santa Catarina; TESSEROLLI,
Miriam A. Da ruralidade à urbanidade.
História do bairro do Pantanal. Florianópolis, 1992. Relatório de pesquisa –
Departamento de História. Universidade Federal de Santa Catarina.
[2] “Nos documentos da
Diretoria de Educação da Prefeitura de Florianópolis, essas casas funcionavam como
uma única escola isolada, conforme decreto nº 06, de fevereiro de 1957 do
Prefeito Osmar Cunha.” (Cabral Filho, 1998: 20)
CABRAL
FILHO, Pedro. A constituição da Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito:
1935-1992. Florianópolis, 1998. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal
de Santa Catarina.
Abertura da 11a. SEPEX pelas Professoras Roselane e Lúcia, reitoras da UFSC, 21/11/12 . Manhã
A
SEPEX VIVA!
Em
2012 o tema da SEPEX é: Sustentabilidade, Economia Verde e Erradicação da
Pobreza.
O
evento tem aproximadamente 200 estandes com projetos nas áreas de comunicação,
cultura, educação, tecnologia, ambiente, trabalho, direitos humanos e saúde.
O público que visita o pavilhão da SEPEX soma mais de 50 mil pessoas.
Durante a semana, também realizados minicursos abertos à comunidade, palestras
e eventos paralelos, como o Seminário de Iniciação Científica.
Na
sua 11ª edição, é o maior evento de divulgação científica de Santa Catarina.
Todas as atividades são gratuitas, interativas e abertas à comunidade.
Mais informações e a programação completa na página do evento, clicando aqui. Todos os alunos e alunos da Escola Beatriz, juntamente com os professores regentes visitarão a Semana nesses dias do evento, inclusive os estandes dos vários projetos da universidade que são desenvolvidos na Escola, como o PIBID UFSC Pedagogia.
Veja mais fotos na página de Facebook da Escola Beatriz, clicando aqui.
Abertura da 11a. SEPEX pelas Professoras Roselane e Lúcia, reitoras da UFSC, 21/11/12 . Manhã na "Geodésica" Oca com lideranças indígenas
Prof. Pedro Cabral Filho e alunos/as, 21/11/12 . Manhã
Professores com doutorado são minoria em
sala de aula no ensino fundamental
SC tem 42 professores doutores nessa etapa de aprendizado, o que representa
0,1% do total
Por Júlia Antônio Lourenço
Diário Catarinense
06/11/12
Pedro Cabral Junior tem 51 anos e metade deste tempo passou em sala de aula.
Depois de 25 anos estudando, é dono do título de doutor. Todo o conhecimento
adquirido repassa para seus alunos da educação básica. Como ele, há outros 41
professores doutores em Santa Catarina no ensino fundamental — o que representa
0,1% dos 41.787 profissionais.
No
Brasil, o percentual é ainda menor: 0,08% de 1.389.706 professores de ensino
fundamental tem doutorado. Os dados são do Ministério da Educação, referentes a
2011. O Estado com mais doutores é o Rio de Janeiro, com índice de 0,3%.
Baixos
salários e até mesmo um entendimento de que lugar de doutor é na universidade
levam educadores a deixarem as escolas básicas. Cabral Júnior pensa diferente.
A caminho de um pós-doutorado, o professor de artes, de 5º a 9º ano, do colégio
municipal Beatriz de Souza Brito, em Florianópolis, nunca cogitou sair da
escola.
—
Aqui é onde eu consigo atingir as coisas que eu acredito com mais intensidade.
A revolução que a gente tanto prega é feita no teu espaço de trabalho e na
base. É onde eu escolhi estar e ser feliz. Sou professor por opção, e eu gosto
de estar aqui. Me divirto em sala de aula — afirma.
Cabral
acredita que a escola é onde começa a construção do conhecimento, das ideias e
dos valores. Além de estar no lugar que escolheu, ele também diz que o salário
está dentro do que considera justo para um professor com doutorado, levando em
conta seus 28 anos de serviços na rede municipal.
Para
professor, estudar e voltar pra escola é ótimo
Cabral
acredita que há poucos doutores no ensino fundamental por uma ideia de que ter
doutorado e dar aula para crianças é muito pouco. Quando fala que tem doutorado,
as pessoas perguntam em qual universidade ele trabalha.
—
O status te impõe e obriga que seja professor universitário e até existe uma
desconfiança das pessoas que pensam que não estou na universidade porque não
passei em concurso — observa Cabral, que já deu aula em universidade.
Apesar
de serem poucos os doutores no ensino fundamental, ele acredita que a
especialização faz bastante diferença em seu trabalho.
—
Quando voltei do doutorado, eu brincava: vocês não notaram como eu estou
diferente, como estou melhor? Sair do dia-a-dia e ir para os bancos escolares,
estudar e depois voltar para o espaço de onde saiu é ótimo. Ver que existe
outras possibilidade de fazer diferente. O dia-a-dia nos cega, impede até às
vezes que a gente leia e estude. Mas a saída te dá esse refresco — finaliza.
"Não
se muda o chão da escola estando longe dele", diz estudioso
Professores
com doutorado são fundamentais para qualquer nível e modalidade de ensino. É
esta a opinião do professor da Universidade do Estado de Santa Catarina e
presidente do conselho municipal de educação de Florianópolis, Lourival José
Martins Filho, que também integra o comitê de educação do DC. Para ele, não se
muda o chão da escola estando longe dele.
—
Que bom seria se da educação infantil, desde a creche, até a educação de jovens
e adultos contássemos com a presença de professores doutores pesquisadores com
a dignidade profissional e salarial reconhecida — ressalta.
O
salário baixo leva muitos professores escolherem o ensino superior, mas não é o
único motivo. Um outro seria a questão cultural, de associar o doutor às
universidades e aos institutos de pesquisa.
—
Existe um preconceito entre os próprios docentes. Alguns afirmam "fulano
tem mestrado ou doutorado e está trabalhando com crianças pequenas ou está
alfabetizando ou está na coordenação pedagógica". Seria maravilhoso se
doutores fossem reconhecidos em todas as etapas da educação.
Martins
acrescenta que a própria educação básica brasileira não está preparada para a
escola ser um laboratório de aprendizagem. Cada colégio deveria ter professores
efetivos com dedicação exclusiva para serem pesquisadores dos problemas
cotidianos.
Ele
argumenta que a solução dos conflitos da escola não está fora dela. São os
próprios docentes que podem construir novas alternativas.
Dirigido
por Gene Kelly e por Stanley Donen, musical combinou graça e leveza, com humor
e criatividade.
A
dança, a música e o cinema comemoram juntos os 60 anos de Singin’in the Rain, dirigido pelo genial bailarino Gene Kelly e por
Stanley Donen, que encabeça todas as listas de melhores musicais de todos os
tempos, combinando graça e leveza, com humor e criatividade, nas mais famosas
sequências de dança já vistas na tela e tudo debaixo de chuva.
Seguindo
a tradição dançante da Broadway, quando o cinema ganhou som, os musicais de
Hollywood fascinaram o mundo com a sua combinação de talento individual e
disciplina coletiva, com audácia criativa de coreógrafos como Jerome Robbins,
que juntaram arte e entretenimento em algum lugar entre o clássico e o popular.
Reunidos
na compilação That’s Entertainment,
os grandes musicais do cinema viraram história e se tornaram um padrão de
excelência insuperável. Os musicais subiam pelas paredes e dançavam até debaixo
d’água.
O
mundo conheceu bailarinos geniais como Fred Astaire, que dançava tão bem com
Ginger Rogers ou com outras parceiras menos talentosas e o fabuloso Gene Kelly,
que não só dançou como coreografou alguns dos melhores musicais do cinema.
Mas
o musical também mudou, ficou mais sensual e político com as coreografias de
Bob Fosse nos anos 70 e mais divertido com Embalos
de Sábado à Noite, que inaugurou a era Disco.
A
última grande maravilha dos musicais foi o Moulin
Rouge de Baz Luhrmann, com coreografias sensacionais para novas versões de
clássicos do pop.
Hoje
qualquer clip de Madonna, Lady Gaga ou Christina Aguillera tem números de dança
espetaculares, com mais produção do que os velhos musicais. Mas ninguém se
impressiona mais com a graça e a precisão dos bailarinos, as coreografias
ficaram todas parecidas. É por isso que as sequências de dança do sexagenário Singin’in the Rain estão cada vez
melhores.
Turma 81 (Artes, Prof. Pedro Cabral Flho) assistindo cena com Gene Kelly na SI
Singin’in the Rain
Direção de Stanley Donen e Gene Kelly
Ano de produção: 1952
Estados Unidos
Singin' In The Rain
Gene Kelly
I'm singing in the rain
Just singin' in the rain
What a glorious feeling
I'm happy again
I'm laughing at clouds
So dark up above
The sun's in my heart
And I'm ready for love
Let the stormy clouds chase
Everyone from the place
Come on with the rain
I have a smile on my face
I walk down the lane
With a happy refrain
Just Singin', singin' in the rain
Dancing in the rain
I'm happy again
I'm singin' and dancin' in the rain
I'm dancin' and singin' in the rain
A arte acadêmica valorizava temas históricos, religiosos e mitológicos. A pintura nos gêneros de Paisagem e Retratos, quando retratava pessoas comuns, eram considerados gêneros inferiores. No século XIX, os pintores ligados ao Romantismo e ao Impressionismo recuperaram a paisagem como um gênero de pintura de primeira ordem. Por sua vez, Van Gogh trabalhou muito em retratos e auto-retratos. Produziu cerca de 40 auto-retratos - um número inferior apenas ao de Rembrandt. Realizou inúmeros retratos da família Roulin: o pai, O carteiro Roulin (1888); sua esposa, La Berceuse (1889); e O bebê Marcelle Roulin. O Escolar é o retrato de Camille Roulin, outro filho de seu amigo carteiro, pintado de memória.
Nesta pintura observa-se a busca expressionista do artista, empregando cores fortes e pinceladas bem marcadas, no lugar do uso de cores naturalistas. Van Gogh pintava como sentia aquilo que seus olhos enxergavam, e usava a cor para essa expressão - por isso a aparente forma arbitrária de sua colocação. O fundo vermelhão gera, com o azul claro e luminoso da blusa, uma carga intensa de vida na figura do menino. Mas seu olhar, dirigido para baixo, demonstra um certo acanhamento. Há uma tensão presente, criada pelo contraste entre a vivacidade das cores e uma certa tristeza presente em seu olhar, assim como entre a forte expressão da imagem da criança e o sentido romântico da infância, cuja simbologia está associada à inocência, à idéia de pureza, de natureza intocada. A dor que vemos dramatizada na representação deformada da mão do menino é tão intensa quanto aquela que as palavras de Van Gogh mostram que ele viveu. Em tal medida, impera aqui uma máxima artística: uma obra, de forma representativa ou não, é sempre um auto-retrato de seu autor.
Quando Van Gogh esteve internado em um hospício, em Saint-Rémy, as crises de alucinações às vezes chegavam em meio a sessões de pintura. Apesar de toda a dor que a consciência da doença lhe causava, o artista entendia que a pintura era o seu melhor remédio. O trabalho sempre o absorveu completamente e sua paixão interior encontrou na arte a válvula de descompressão, o que lhe permitiu seguir adiante. Ele era um apaixonado pela natureza e pela vida das pessoas simples. Num desses difíceis momentos, após superar uma das crises, escreveu a Théo: "Pois bem, sabe o que espero, uma vez que recomeço a ter esperanças? É que a família seja para você o que para mim é a natureza, os torrões de terra, a relva, o trigo amarelo, o camponês, ou seja, que você encontre em seu amor pelas pessoas motivo não só para trabalhar mas com que se consolar e reerguer-se, quando necessário".
Leia mais sobre a obra na dissertação de Giovana Deliberali Maimone, “Estudo do tratamento informacional de imagens artístico-pictóricas: cenário paulista – análise e propostas” (PUC Campinas, 2007) da página 96 a 101, clicando aqui.