Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Festival Literatura em Vídeo 2013


Festival Literatura em Vídeo 2013

O que é o Festival Literatura em Vídeo?
É um concurso de vídeos produzidos a partir da leitura de uma das obras de ficção do catálogo da Editora Ática ou da Editora Scipione.

Quem pode participar?
Alunos matriculados no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio, coordenados por um educador responsável.

Qual o objetivo do festival?

Incentivar o hábito da leitura nos jovens de uma maneira divertida, estimular a criatividade e apoiar o educador em seu trabalho dentro da sala de aula.

Como posso integrar a participação no Festival com o trabalho em sala de aula?
As editoras Ática e Scipione prepararam um projeto pedagógico para ajudar o educador durante a participação no Festival.

Qual o tamanho dos grupos?
O grupo pode ter no máximo cinco integrantes, coordenados por um educador responsável.

O educador pode inscrever quantos grupos?
O educador pode inscrever quantos grupos estiver orientando, sendo que cada grupo pode produzir mais de um vídeo.

O educador pode inscrever grupos de diferentes escolas?
Sim, porém dentro do mesmo grupo não pode haver alunos de diferentes escolas.

Preciso enviar a autorização de participação dos alunos no momento da inscrição?
Sim. Todos os participantes precisam enviar a sua autorização, porém participantes menores de 18 anos precisam da autorização dos pais ou representantes legais para participarem do Festival Literatura em Vídeo.

Alunos de Ensino Fundamental II e alunos do Ensino Médio concorrem entre si?
Não. Há uma categoria para Ensino Fundamental II e outra para alunos do Ensino Médio.

Os grupos podem ser formados por alunos de diferentes anos?
Sim. Caso existam alunos de diferentes segmentos, o grupo irá concorrer na categoria para alunos do Ensino Médio.

Qual o tamanho do vídeo?
O vídeo deve ter entre 30 e 300 segundos (5 minutos).

Como posso enviar o vídeo?
Você pode enviar o vídeo pelo website do Festival ou via Correios, gravado em CD ou DVD. Neste caso, é necessário solicitar o Aviso de Recebimento e garantir que o vídeo esteja em poder da editora até a data limite para envio dos vídeos, devidamente identificado com o nome do professor e os dados dos alunos que produziram o vídeo.

Os dados para envio via Correios são:

A/C Abril Educação S.A.
Endereço: Avenida Otaviano Alves de Lima, 4.400
Cidade: São Paulo/SP
Bairro: Freguesia do Ó
CEP: 02909-900

Incluir observação: Aos cuidados do Departamento de Marketing - 3º andar; informar que se trata do vídeo para o Festival Literatura em Vídeo.

Preciso estar cadastrado no site para enviar o vídeo?
Sim. Todos os educadores que desejarem enviar vídeos para participar do concurso precisam estar cadastrados no website do Festival, independente da forma de envio a ser realizada.

Qual o período de duração do Festival?
O início do Festival será no dia 18 de fevereiro. O cadastro do educador e o envio dos vídeos serão permitidos até o dia 27 de outubro. Entre os dias 13 e 20 de novembro será realizada uma votação on-line para escolher os melhores vídeos de cada categoria. Neste mesmo período, a Editora realizará uma análise interna para escolher os melhores vídeos do Júri Técnico. No dia 10 de novembro serão divulgados os grandes vencedores em um evento de premiação!

Como funciona e quais são os critérios de seleção?
Dos vídeos recebidos serão escolhidos dois vídeos, sendo 1 do Ensino Fundamental II e o outro do Ensino Médio que merecem destaque em cada uma das cinco regiões do Brasil, totalizando 10 vídeos selecionados na categoria Destaques Regionais. Esses vídeos regionais serão escolhidos após a filtragem dos vídeos finalistas, ou seja, um vídeo não pode estar entre os finalistas e também ser Destaque Regional.

Dos vídeos recebidos serão escolhidos oito vídeos, sendo 4 do Ensino Fundamental II e 4 do Ensino Médio que ganharão como Destaques de Categoria - Melhor direção de arte, roteiro, fotografia e som. Sendo que um vídeo pode ganhar em mais de uma categoria, ser Destaque Regional e ainda estar entre os finalistas. Nesta premiação o vídeo deve apresentar excelência em algum ou mais dessas categorias expostas.

Dos vídeos recebidos serão escolhidos dez vídeos finalistas, sendo cinco do segmento Ensino Fundamental II e cinco do segmento Ensino Médio. Esses vídeos serão analisados a partir dos seguintes critérios:

» criatividade;
» qualidade da produção;
» adaptação do roteiro

Os dois vídeos mais votados on-line, um do Ensino Fundamental II e um do Ensino Médio, serão os vencedores pelo Júri Popular. Esses dez vídeos também concorrerão ao Júri Técnico, e os dois vídeos -- um do Ensino Fundamental II e um do Ensino Médio -- que apresentarem o melhor desempenho de acordo com os critérios citados anteriormente serão os grandes vencedores do concurso! Os critérios utilizados em todas as etapas de avaliação do 2º Festival Literatura em Vídeo consideram o trabalho realizado pelo grupo, não havendo avaliação individual. É importante ressaltar que os vídeos que excederem os 5 (cinco) minutos e/ou não tiverem associação com a obra literária escolhida serão desclassificados.


A quais prêmios estou concorrendo?

Como sei quem são os vencedores?

Os 10 Destaques Regionais e os finalistas serão divulgados no site do Festival no dia 12 de novembro de 2013. Os demais contemplados serão divulgados em um evento de premiação que ocorrerá no dia 10 de dezembro de 2013.

Como faço para retirar os meus prêmios?
A editora se responsabiliza por enviar os prêmios em até 30 dias da divulgação dos vencedores. A entrega dos prêmios também pode ocorrer mediante um evento de premiação, a ser realizado pela Editora.


27 mai 2013

domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Hu-mãe-nidade...


Feliz Hu-mãe-nidade
Feliz Mães pela e-ternuridade

Amor de Índio
Maria Gadú
Música de Beto Guedes/Ronaldo Bastos/1978

Tudo o que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo o cuidado, meu amor.
Enquanto a chama arder,
Todo dia te ver passar,
Tudo viver ao seu lado
Com o arco da promessa
Do azul pintado pra durar.

Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for e ser tudo.

Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor.
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver.

No inverno te proteger
No verão sair pra pescar,
No outono te conhecer,
Primavera poder gostar.
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser tudo.

Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor.
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver.

No inverno te proteger
No verão sair pra pescar,
No outono te conhecer,
Primavera poder gostar.
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser tudo.


Dois Cânticos e uma Canção
Cecília Meireles

Cântico II

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu

Canção Mínima

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta

Cântico VI

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

In, “Dois Cânticos e uma Canção” . "Antologia Poética", Editora Record . Rio de Janeiro, 1963, págs.25, 32 e 45.

sábado, 2 de março de 2013

Dicas para incentivar seu filho a ler todos os dias e, assim, ter amor pelos livros




Literatura

Como ensinar a seu filho que ler é um prazer
Pesquisas mostram que quanto mais cedo se começa ler maiores são chances de se tornar um leitor assíduo
Dicas para incentivar seu filho a ler todos os dias e, assim, ter amor pelos livros

18/02/2013 14:52

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores", diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP).

A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.

Então, o que está esperando? Veja nossas recomendações e estimule seu filho a embarcar na aventura que só o bom leitor conhece. Você pode encontrar boas dicas de livros em nossa biblioteca básica de leitura (Abril)!

Para ler, clique nos itens abaixo:


Reproduzido em parte de Educar para Crescer/Abril
02 mar 2013

Foto: Marcela Briotto

Conheça também:


Barca dos Livros . Lagoa da Conceição . Florianópolis

Inaugurada em fevereiro de 2007, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, a Barca dos Livros – Porto de Leituras é uma biblioteca comunitária mantida pela Sociedade Amantes da Leitura, que defende a importância da leitura para o desenvolvimento comunitário e individual. Possui um acervo de mais de 10.000 livros catalogados e um premiado programa de incentivo à leitura. A Barca dos Livros está aberta de terça-feira à sábado das 14 às 20 h.

Para visitar a página da Internet da Barca dos Livros clique aqui.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pedro Bandeira: O que eu vou ser quando crescer?


O que eu vou ser quando crescer?

Pedro Bandeira

Por que me perguntam tanto,
o que eu vou ser quando crescer?
O que eles pensam de mim
é o que eu queria saber!

Gente grande é engraçada!
O que eles querem dizer?
Pensam que eu não sou nada?
Só vou ser quando crescer?

Que não me venham com essa,
pra não perder o latim.
Eu sou um monte de coisas
e tenho orgulho de mim!

Essa pergunta de adulto
é a mais chata que há!
Por que só quando crescer?
Não vou esperar até lá?

Eu vou ser quem eu já sou
neste momento presente!
Vou continuar sendo eu!
Vou continuar sendo gente!

BANDEIRA, Pedro. Mais respeito, eu sou criança! Ilustrações de Odilon Moraes - 2 ed. 2009. Página 20.

Recebido via e-mail Grupo Estágio Pedagogia UFSC
12 nov 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Livro: O aniversário da Princesa


Livro: O aniversário da Princesa

Luan Tomazio Augusto
Brenda Barros

Ilustração de Emanoelly da Silveira

Ano de publicação: 2012

Escola Básica Municipal Pe. João Alfredo Rohr
Córrego Grande . Florianópolis . SC

Confira o belo trabalho clicando aqui.



sábado, 3 de novembro de 2012

"Ora (direis) ouvir estrelas!"...


Via Láctea

Olavo Bilac

I

Talvez sonhasse, quando a vi. Mas via
Que, aos raios do luar iluminada,
Entre as estrelas trêmulas subia
Uma infinita e cintilante escada.

XII

Sonhei que me esperavas. E, sonhando,
Saí, ansioso por te ver: corria...
E tudo, ao ver-me tão depressa andando,
Soube logo o lugar para onde eu ia.

E tudo me falou, tudo! Escutando
Meus passos, através da ramaria,
Dos despertados pássaros o bando:
"Vai mais depressa! Parabéns!" dizia.

Disse o luar: "Espera! que eu te sigo:
Quero também beijar as faces dela!"
E disse o aroma: "Vai, que eu vou contigo!"

E cheguei. E, ao chegar, disse uma estrela:
"Como és feliz! como és feliz, amigo,
Que de tão perto vais ouvi-la e vê-la!"

XIII

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas”.

***

BILAC, Olavo. Antologia : Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 37-55.
Leia o poema “Via Láctea” completo clicando aqui.




Max Medeiros

Poeta graças ao sentido amplo do termo, o sentido que de livre despe-se de sentido. Já no outro, o sentido restrito, aquele que filtra versos e transforma os fonemas mais finos em livros, esse o faz sentir-se restrito demais. Poema E Pé


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Neologismos com a escritora Salma Ferraz



No dia 25/10/12, a professora da UFSC e escritora Salma Ferraz visitou e concedeu entrevista aos alunos da Turma 82. Ela tem diversos contos e livros premiados. Os alunos trabalharam uma obra da autora relacionada ao aprendizado de neologismos, na disciplina de Português com a Profa. Andressa. Houve sorteio de livros. Foi um momento muito especial."


Foto: Profa. Andressa e Prof. Leo Nogueira

sábado, 15 de setembro de 2012

Robinson Crusoe chega à Ilha de Santa Catarina e visita a Escola Beatriz


O Professor e Artista Roque Vitório Pereira (Biblioteca), apresenta para a Turma 61 o monólogo de "Robinson Crusoe", baseado no romance de Daniel Defoe publicado em 1719 no Reino Unido.   Depois desse encontro no auditório da escola (14/09/12), o personagem passeia pelas salas e, promete voltar para outros encontros com os alunos e alunas, ciceroneado pela Profa. Ângela Beirith. Seja bem-vindo, Robinson!





A aventura do verdadeiro Robinson Crusoé

O famoso náufrago do romance de Daniel Defoe, realmente existiu. Mas ele desembarcou do navio por vontade própria e viveu por mais de quatro anos em uma ilha da América do Sul

Por Yvan Matagon
História Viva
Edição 52
Fevereiro de 2008

Na pequena Bristol de 1714, todo domingo se via passar pelas ruas um senhor vestido de preto. Por baixo do casaco, o inglês exibia mangas rendadas. Usava uma peruca volumosa e a espada atada à cinta. Entrava nas tabernas para conversar com os operários e marinheiros. Ninguém sabia seu nome, nem o que fazia nos outros dias da semana. Quando o domingo chegava ao fim, ele desaparecia.

Esse comportamento bem peculiar lhe valeu a alcunha de “Gentleman Sunday”, o Cavalheiro Domingo. Almoçava invariavelmente na pensão Leão Vermelho, frequentada por gente muito esquisita. Num domingo como outro qualquer, entrou nesse estabelecimento um homem vestido de pele de cabra, gorro e botas de cano alto. O Cavalheiro Domingo e o “selvagem” logo simpatizaram e fizeram amizade. Passaram a ouvir juntos o sermão noturno. Ambos eram crentes fervorosos.

Todos conheciam o tal selvagem. Os jornais de Londres já haviam relatado sua extraordinária aventura e ele mesmo contou-a minuciosamente ao Cavalheiro Domingo naquela noite. Seu nome era Alexander -Selkirk. Nascido em 1676 em Largo, na Escócia, foi o sétimo filho de um próspero – mas turrão – artesão de peles. Não queria ser comerciante como o pai por nada neste mundo. Aos 19 anos, recebeu uma condenação por indecência pública por namorar na igreja e decidiu fugir da cidade. Embarcou então em busca de novos horizontes.

Atraído pelo mar, Selkirk preferiu os corsários à Marinha britânica. Apesar de mais arriscada, a carreira era mais bem remunerada. Ele participou da expedição dos capitães Stradling e Dampier numa campanha que prometia muito lucro. Depois de vários meses, no entanto, eles não fizeram nenhuma pilhagem. William Dampier, capitão do São Jorge, revelou-se melhor etnógrafo que pirata. Célebre explorador e navegante talentoso, escreveu diversas obras, entre as quais Discurso sobre os ventos, acerca das correntes e dos ventos marítimos, que seria utilizada depois pelo capitão James Cook e pelo almirante Horatio Nelson.

Saiba mais dessa aventura clicando na página de “História Viva” clicando aqui.
Capa da primeira edição (Wikipedia)



Turma 61 assiste atenta ao monólogo e, depois posa junto para fotografia com o Artista Roque Vitório Pereira (Biblioteca) após sua apresentação no auditório da Escola Beatriz (14/09/12)

Conheça "Robinson Crusoe" de Daniel Defoe no Virtual Books clicando aqui.

sábado, 11 de agosto de 2012

Machado de Assis: vida e obra



As turmas das oitavas séries da Escola Beatriz e Escola Anísio Teixeira desenvolvem um projeto em torno da figura e da obra de Machado de Assis. Com  a orientação da professora de Português para ambas as turmas - Andressa da Costa Farias - interagem através do próprio blog e dos blogs das escolas, além do Grupo que criaram no Facebook especialmente para eles. As Salas Informatizadas das duas escolas também integram o projeto.

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu pobre e epilético. Era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, neto de escravos alforriados. Foi criado no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Ajudava a família como podia, não tendo frequentado regularmente a escola.

Sua instrução veio por conta própria, devido ao interesse que tinha em todos os tipos de leitura. Graças a seu talento e a uma enorme força de vontade, superou todas essas dificuldades e tornou-se em um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.

Entre os seis e os 14 anos, Machado perdeu sua única irmã, a mãe e o pai. Aos 16 anos empregou-se como aprendiz numa tipografia e publicou os primeiros versos no jornal "A Marmota". Em 1860, foi convidado por Quintino Bocaiúva para colaborar no "Diário do Rio de Janeiro". Datam dessa década quase todas as suas comédias teatrais e o livro de poemas "Crisálidas".


Em 12 de novembro de 1869 casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais. Esse casamento ocorreu contra a vontade da família da moça, uma vez que Machado tinha mais problemas do que fama. Essa união durou cerca de 35 anos e o casal não teve filhos. Carolina contribuiu para o amadurecimento intelectual de Machado, revelando-lhe os clássicos portugueses e vários autores de língua inglesa.

Na década de 1870, Machado publicou os poemas "Falenas" e"Americanas"; além dos "Contos Fluminenses" e "Histórias da meia-noite". O público e a crítica consagraram seus méritos de escritor. Publicou os romances: "Ressurreição" (1872); "A Mão e a Luva" (1874); "Helena"(1876); "Iaiá Garcia" (1878). Essas obras ainda estão ligadas à literatura romântica e formam a chamada primeira fase de Machado de Assis.

Em 1873, o escritor foi nomeado primeiro oficial da secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras públicas. A sua carreira burocrática teve uma ascensão muito rápida, uma vez que, em 1892, já era diretor geral do Ministério da Viação. O emprego público garantiu a estabilidade financeira, uma vez que viver de literatura naquela época era quase impossível, mesmo para os bons escritores.

Na década de 1880, a obra de Machado de Assis sofreu uma verdadeira revolução, em termos de estilo e de conteúdo, inaugurando o Realismo na literatura brasileira. Os romances "Memórias póstumas de Brás Cubas"(1881); "Quincas Borba" (1891); "Dom Casmurro" (1899) e os contos"Papéis avulsos" (1882); "Histórias sem data" (1884), "Várias histórias"(1896) e "Páginas recolhidas" (1899), entre outros, revelam o autor em sua plenitude. O espírito crítico, a grande ironia, o pessimismo e uma profunda reflexão sobre a sociedade brasileira são as suas marcas mais características.


Em 1897, Machado fundou a Academia Brasileira de Letras, da qual foi o primeiro presidente, pelo que a instituição também conhecida como casa de Machado de Assis. Ocupou a Cadeira N.º 23, de cujo patrono, José de Alencar, foi amigo e admirador.

Em 1904, a morte de sua mulher foi um duro golpe para o escritor. Depois disso, raramente ele saía de casa e sua saúde foi piorando por causa da epilepsia. Os problemas nervosos e uma gagueira contribuíram ainda mais para o seu isolamento. São dessa época seus últimos romances "Esaú e Jacó" (1904) e "Memorial de Aires" (1908), que fecham o ciclo realista iniciado com "Brás Cubas".

Machado de Assis morreu em sua casa situada na rua Cosme Velho. Foi decretado luto oficial no Rio de Janeiro e seu enterro, acompanhado por uma multidão, atesta a fama alcançada pelo autor.

O fato de ter escrito em português, uma língua de poucos leitores, tornou difícil o reconhecimento internacional do autor. A partir do final do século 20, porém, suas obras têm sido traduzidas para o inglês, o francês, o espanhol e o alemão, despertando interesse mundial. De fato, trata-se de um dos grandes nomes do Realismo, que pode se colocar lado a lado ao francês Flaubert ou ao russo Dostoievski, apenas para citar dois dos maiores autores do mesmo período na literatura universal.

Reproduzido de UOL Educação
Acesso em 09 ago 2012

Conheça também:

Página de Machado de Assis na Academia Brasileira de Letras, ABL, clicando aqui.

Página do MEC em celebração aos 100 anos do falecimento de Machado de Assis, clicando aqui.

Resumo biográfico e bibliográfico na página de Releituras, clicando aqui.

Memórias Póstumas de Brás Cubas - resumo e análise da obra de Machado de Assis, clicando aqui.



Para situar o Rio de Janeiro nos tempos de Machado de Assis no final do século XIX, assista aos vídeos abaixo:








A Academia Brasileira de Letras na atualidade


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Os Miseráveis de Victor Hugo

A Liberdade guiando o povo - Quadro de Delacroix (1830) que provavelmente inspirou Victor Hugo

Les Misérables
Enquanto, por efeito de leis e costumes, houver proscrição social, forçando a existência, em plena civilização, de verdadeiros infernos, e desvirtuando, por humana fatalidade,um destino por natureza divino; enquanto os três problemas do século - a degradação do homem pelo proletariado, a prostituição da mulher pela fome, e a atrofia da criança pela ignorância - não forem resolvidos; enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; em outras palavras, e de um ponto de vista mais amplo ainda, enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como este não serão inúteis.

Hauteville-House, 1862.1 (Prefácio)
Os Miseráveis é uma das principais obras do escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862. A história se passa na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resulta, por cinco volumes, a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar seus nomes para os diferentes volumes do romance, testemunhando a miséria deste século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius, mas também Thénardier (incluindo Éponine e Gavroche) e o inspetor Javert.

Fonte: Youtube usuário grandeslivros. Documentário de Discovery Civilization. Tempo: 47 min.



Para ajudar a compreender o contexto do momento em que a obra se situa, confiram uma série de vídeos do History Channel sobre a Revolução Francesa e, sobre Napoleão Bonaparte também disponibilizada no Youtube.

"Revolução Francesa" . History Channel (10 min cada vídeo e o completo com 1h30min): Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6 Parte 7 Parte 8 Parte 9

"Sob o Domínio de Napoleão" (52 min cada vídeo): Parte 1 Parte 2

"La Marseillaise" (Hino a França) . Letra e tradução





“A Liberdade Guiando o Povo”
(La Liberté Guidant le Peuple)
Eugéne Delacorix
1831
Óleo sobre tela
260x235 cm
Museu do Louvre . Paris . França

A Revolução Francesa de 1830 inspirou o célebre quadro de Eugéne Delacroix “A Liberdade Guiando o Povo”. Foi o último dos quadros do pintor a verdadeiramente incorporar os ideais românticos.

A insurreição popular de 27, 28 e 29 de julho de 1830, também conhecida como “Os Três Gloriosos”, provocada pelos republicanos liberais contra a violação da Constituição pelo governo da Segunda Restauração, derruba Carlos X, último rei Bourbon de França e coloca em seu lugar Luis Felipe, duque de Orléans.

Testemunha dos acontecimentos, Delacroix encontra ali um tema moderno que traduz em tintas com o mesmo fervor romântico que usou para descrever a guerra da independência grega.

Delacroix era amigo pessoal dos protagonistas do conflito, mas também era dependente das encomendas institucionais e dos membros da família real. Quadros como os seus eram quadros destinados a museus ou palácios. Essa ambigüidade poderia ter feito como que ele se limitasse a tomar conhecimento do que se passou.

Em 18 de outubro de 1830, Delacroix em carta a seu irmão, disse: “Se não pude lutar pela Pátria, ao menos pinto por ela...”. Mas se não combateu, ao menos lutou para proteger as coleções do Louvre dos ataques dos insurgentes.

Cinco são os personagens mais fortes nessa tela: o primeiro está no chão, e olha os mortos; o segundo, espada na mão, parece aguardar instruções da mulher; o terceiro, com um chapéu alto, barba, segurando um fuzil entre as mãos, também olha os mortos. Há quem diga que é o próprio pintor. O quinto é um rapazinho que tem o braço direito erguido e mostra uma pistola em cada mão. E a principal, ponto para onde convergem todos os olhares, é a Liberdade representada por uma mulher com o peito à mostra, descalça, um fuzil na mão esquerda e na direita o pavilhão tricolor.

Finalmente, num terceiro plano, as duas torres de Notre Dame. Como nas palavras de Victor Hugo, as torres de Notre Dame são símbolos da Liberdade e do Romantismo.

A luz do sol poente se mistura com a fumaça dos canhões, ilumina os corpos caídos, explode em brilho no fundo da tela à direita e serve de aura à Liberdade, ao rapazinho e ao estandarte tricolor.

A verdadeira proeza do pintor é com a cor que unifica o quadro: os azuis, os brancos e os vermelhos têm contrapontos; o branco das bandoleiras paralelas responde ao das perneiras e ao da camisa do cadáver à esquerda, enquanto que a tonalidade cinza exalta o dourado da liberdade e o vermelho da bandeira.

Acervo Museu do Louvre, Paris


Encyclopedia Britannica


La Liberté Guidant le Peuple
(A Liberdade Guiando o Povo)

A Liberdade Guiando o Povo é uma pintura em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Uma mulher representando a Liberdade guia o povo por cima dos corpos dos derrotados, levando a bandeira tricolor da Revolução francesa numa mão e  um mosquete com baioneta na outra. Fonte: Wikipedia

Delacroix inspirava muitos dos seus trabalhos em obras de outros artistas.

O  quadro tem uma forma triangular, no topo tem a mulher (simboliza uma deusa) e a bandeira Francesa, e que vai descendo até ao revolucionários que ergueram as primeiras barricadas na historia de Paris.

a revolução nua e crua, a realidade, os revolucionários estão o sujos pelo fumo negro da pólvora cuspido pelos mosquetes, a sua cara mostra espanto e terror do que estão a testemunhar. 

Entre eles o jovem de negro de chapéu ligeiramente inclinado um boêmio que abandona os prazeres da vida para trilhar as ruas de mosquete nas mãos contra o estado opressor, um miúdo de pistolas na mão espalha a anarquia, um homem que apenas se vê o rosto com um chapéu do exercito pilha os corpos que jazem nus no chão, um homem de branco ergue a espada sem medo do confronto.

Este quadro foi polêmico na altura não apenas pelo peito nu da Liberdade, mas pelos soldados mortos e despidos e pelos revolucionários que são representados como a ralé da cidade pessoas comuns que expressam medo nos rostos.



 O Pintor

Ferdinand Victor Eugène Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês. Delacroix nasceu numa família da alta burguesia, e seu pai chegou a ser ministro da república.

Frequentou os melhores colégios de Paris, teve aulas de música no Conservatório e de pintura na Escola de Belas-Artes. Visitava quase todos os dias o Louvre, para estudar as obras de Rafael e Rubens.

Delacroix também se interessou por temas políticos da sua época. Sentindo-se culpado por participado nos acontecimentos do país, pintou "A Liberdade Guiando o Povo" (1830), um quadro banido na época mas que mais tarde o estado adquiriu e que foi exibido poucas vezes O certo é que a bandeira francesa tremulando nas mãos de uma liberdade destemida, prestes a saltar da tela, impressionou um grande numero de admiradores de arte e nao só.

Delacroix foi contratado para decorar o palácio do rei em Paris, o Palácio de Luxemburgo e a biblioteca de Saint-Sulpice. Nos seus últimos anos preferiu a solidão de seu atelier.

Fonte: Wikipedia

Leia mais sobre a obra de arte em Wikipedia, clicando aqui.